• Gatilho emocional é um termo que habitualmente usamos para referir situações, assuntos, pessoas e acontecimentos que fazem, literalmente, disparar o pico de emoção saltar rapidamente para uma zona de perigo. A descarga emocional é tão grande que, em instantes, toda a fisiologia fica alterada.
  • O cérebro fica demasiado “ocupado” a gerir as alterações fisiológicas, e sem energia disponível para fazer uma análise criteriosa da situação.
  • Para poupar energia o cérebro aplica uma espécie de copiar/colar, aplicando respostas conhecidas a eventos que lhe parecem semelhantes. O cérebro está a antecipar um desfecho com base naquilo que já aconteceu antes.
  • Mesmo que seja algo ou alguém a acionar o gatilho, a arma, esse mecanismo complexo, o material explosivo e as balas são nossas, têm origem na nossa história e nas histórias que contamos a nós próprios, e que foram a forma possível de lidar com acontecimentos passados que nos trouxeram sofrimento, desconforto, tristeza, etc.
  • É necessário conhecer o mecanismo da arma para desarmar o seu poder de fogo, em vez de se focar em quem/quê pressiona o gatilho, pois essa é a parte que nunca podem controlar.
  • A verdadeira liberdade reside no conhecimento, no momento em que ninguém tem o poder de acionar o gatilho ou se o fizer, não há bala, ou não há capacidade de fogo ou não atinge o alvo.
  • Estratégias para desmontar o “armamento emocional”.
  • 1) identificar os gatilhos/situações e o que têm em comum.
    2) identificar a origem do gatilho (com quem senti isso antes; qual a primeira memória, etc.).
    3) assumir responsabilidade pelo sentimento.
    4) reprogramar crenças negativas numa visão de autocompaixão.
    5) Se o padrão persistir ou for demasiado complexo trabalhe com um terapeuta ou um coach.