• Ser capaz de se regular emocionalmente é um objetivo importante, mas esse fim não pode substituir o caminho porque é no caminho que se faz a aprendizagem.
  • Com a regulação emocional, a melhor forma de atingir o resultado é conseguir integrar na vida as várias etapas do processo e apreciar cada uma delas. E que etapas são essas?
  • A 1ª etapa é a consciência, que é ganhar perceção de que se está sobre o efeito de uma emoção. Todos conseguimos identificar emoções, mas só nos apercebemos quando esses sentimentos estão instalados e não podem ser ignorados. O segredo é antecipar estados mais ativados e extremos, e conseguir identificar os primeiros sinais.
  • Na etapa seguinte passamos à conexão que é 2º passo. Aqui o convite é de acolher o que se está a sentir, o que se está a experienciar e aceitar o que está a surgir, em vez de querer logo saltar para a regulação. Aceitar a sensação e sentimento, como uma mensagem que está a ser transmitida pelo corpo, assente na perceção e narrativa pessoal.
  • A seguir vem a 3ª etapa que é a aprendizagem. Tudo o que sentimos tem um propósito e sem o entender, essa sensação vai a surgir vezes sem conta, até que lhe seja dada a devida atenção.
  • As emoções trazem mensagens para que possamos aprender sobre elas, sobre as causas, necessidades e desejos que estão por detrás.
  • Na 4ª etapa é tempo de desenhar um plano para a regulação, é o planeamento. Tem a ver com definir qual o estado desejado, em vez do que se está a experienciar. Planear é perceber onde estamos e para onde queremos ir, com a informação das necessidades e desejos que se identificou na etapa anterior.
  • Na 5ª etapa surge a regulação e as ferramentas que dispomos podem ser de 4 tipos: Regulação Fisiológica, Comportamental, Social e Cognitiva. Exercícios respiratórios, movimentos de corpo, atividades e outros recursos devem ser combinados para melhores resultados, começando preferencialmente pela regulação fisiológica.
  • Por fim, acrescentamos a 6ª etapa que é a da integração. A integração alcança-se com a prática, o erro, a repetição e análise. Não a análise julgadora, mas curiosa e construtiva. Perceber o que podemos fazer diferente também faz aprender.