• A comunicação não violenta facilita e melhora o relacionamento com o outro, ajudando-nos a reformular a maneira como nos expressamos e como ouvimos os outros.
  • Estamos formatados para usar reações repetitivas e automáticas, e o que queremos é mudar para um modo de respostas conscientes, a partir do que estamos a perceber, sentir e desejar.
  • A ideia é expressar-nos com honestidade e clareza, enquanto damos aos outros uma atenção respeitosa e empática.
  • Esta expressão com honestidade não é fácil, porque somos muito rápidos a dizer aos outros o que pensamos, mas temos uma gigante dificuldade em dizer o que sentimos.
  • A fórmula é simples, mas profundamente transformadora.
  • 1) Observamos o que está realmente a acontecer, o que é observável numa situação. O truque é articular essa observação sem nenhum julgamento ou avaliação. Quando combinamos observações com avaliações, os outros tendem a receber isso como crítica e resistir ao que dizemos.
  • 2) Identificamos como nos sentimos ao observar aquela ação. Há uma confusão comum gerada pela linguagem é o uso do verbo sentir sem realmente expressar nenhum sentimento. Distinguir a expressão de sentimentos verdadeiros de palavras e afirmações que descrevem pensamentos, avaliações e interpretações.
  • 3) Reconhecemos quais das nossas necessidades estão ligadas aos sentimentos que identificamos aí. Uma emoção ou um sentimento implicam uma determinada necessidade. Se sinto medo, preciso de segurança.
  • É fundamental perceber o que é que em mim, causa aquele sentimento, porque é certamente uma necessidade não satisfeita.
  • 4) Por fim, o pedido que expressamos para que o outro possa contribuir para a alteração daquela questão específica. Não confundir um pedido com uma exigência, essa aliena a conexão com o outro.
  • E esta é uma linguagem de conexão, de resolução de conflitos, construindo pontes e reforçando relações.