O corpo é uma unidade funcional, onde emoções, pensamentos, sentimentos e comportamentos acontecem e onde há desequilíbrio há pouco corpo.

Pessoas que andam sempre “nas nuvens” e nos seus pensamentos, ou pessoas que vivem super ativadas, sempre a fazer qualquer coisa “porque não podem parar”, têm pouca consciência de corpo. Têm pouca conexão com elas próprias.

Muitas doenças psicológicas, como por exemplo a depressão, acarretam uma falta de sensibilidade deste “self” corpóreo.

Como há uma redução da vitalidade e da energia disponível, também há perda de sensibilidade, uma insensibilidade na leitura deste barómetro. O corpo expressa também a saúde psicológica.

O corpo tem vindo a ser esquecido, em detrimento do lado mental ou dos comportamentos. Há pessoas que estão dissociadas, desconectadas do corpo e das mensagens que ele transmite, com dificuldade em sentir partes do corpo.

Quando os sentidos ficam embotados deixamos de nos sentir plenamente vivos e passamos a fazer as coisas de forma mecânica, desprovida de sentir.

Quanto mais procuramos afastar e ignorar os sinais de alerta do corpo, mais estes têm tendência a invadir-nos e a deixar-nos confusos, espantados, envergonhados… para além de que esta tarefa consome uma imensa quantidade de energia, que nos deixa cansados. E isto tem a ver com a nossa autonomia e que significa ter algum domínio sobre a nossa vida.

A nossa autonomia começa com aquilo que os cientistas chamam de interoceção, i.e., a consciência subtil dos estados intracorporais, quanto maior essa consciência maior o potencial para controlarmos as nossas vidas. Saber aquilo que sentimos é o primeiro passo para saber porque sentimos dessa maneira. E sentir tem a ver com o corpo.

Como sentem o vosso corpo agora?