• Genética é o estudo da hereditariedade ou seja, como as características dos seres vivos são transmitidas de uma geração para a seguinte. O prefixo epi é derivado de uma palavra grega que significa acima/além. Em epigenética falamos de algo que acontece acima, ou sobre a forma como os genes se expressam.
  • O que foi descoberto com o estudo da epigenética é que são fatores externos, de ambiente e contexto que definem a forma como a genética se expressa.
  • Não são os genes, por si, que determinam se vamos ter determinada doença ou envelhecer prematuramente, mas é a expressão dos genes que faz isso acontecer.
  • A forma como nós respondemos ao ambiente – seja stress, ansiedade, abuso emocional ou físico – tem um efeito muito maior do que os acontecimentos por si. Por outras palavras significa que, na relação do corpo-mente, a perceção cria a realidade.
  • As modificações epigenéticas podem ser herdadas e irão ter um profundo efeito na biologia do organismo, definindo diferentes fenótipos (morfologia, desenvolvimento, comportamento etc.).
  • A formação de um embrião depende da captação de sinais pelas células, Os sinais recebidos pelas células irão determinar não somente a morfologia e fisiologia do futuro embrião e indivíduo, mas também o seu comportamento.
  • As células respondem a nutrientes e hormonas, mas também a sinais físicos, como calor e frio, e comportamentais, como stress e carinho, ou emocionais, como tristeza, raiva.
  • O estudo da epigenética trouxe uma nova luz e perspetiva sobre os efeitos transgeracionais das experiências emocionais. Compreender a nossa história, as nossas origens e nossa ancestralidade, faz parte da autodescoberta de quem somos.
  • Porque as memórias dos traumas experienciados pelos que vieram antes de nós impactam quem somos, como nos comportamos e como nos sentimos.