Saia da zona de conforto em 5 passos

Saia da zona de conforto em 5 passos

O ser humano procura acima de tudo segurança: na amizade, no trabalho e até nas escolhas num restaurante. A nossa zona de conforto é exatamente essa área de segurança que procuramos diariamente, mas há momentos em que a mudança se torna necessária, principalmente quando se pretende um melhor desempenho profissional. Sair deste ciclo não significa acreditar na sorte e arriscar para uma área de alto risco não calculado. Aliás, o segredo é ir avançando gradualmente dentro da própria zona de confronto, ampliando a rede de contactos, lendo livros técnicos, pesquisando novas tendências, métodos ou autores, ou ainda, aumentando o nível dos desafios na área em que se é especialista.

Quando um profissional alarga a sua zona de conforto, cresce como pessoa. Para mudar deve-se tentar novas maneiras de pensar e agir, isto porque provavelmente as formas antigas estão desadequadas e ultrapassadas. Os velhos hábitos impedem-nos de encontrar ideias novas e criativas.

Sem ideias novas, não há novas aprendizagens. 

Sem aprendizagens, não há acesso a mudanças bem-sucedidas. 

Ouse sair da sua zona de conforto e arrisque-se a ter sucesso!

 

Vamos agora abordar 5 dicas para o ajudar a sair da sua zona de conforto:

1 – O fracasso como aliado

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”. (Churchill)

Mesmo os hábitos melhor sucedidos perdem a sua utilidade à medida que as coisas vão mudando no mundo, e novas respostas são necessárias. Temos uma enorme tendência para nos apegarmos aos hábitos instituídos, agarrados ao benefício que esses hábitos nos deram no passado. Mas deixar que se tornem hábitos automáticos e que assumam o controlo da vida é um caminho certo para a autossabotagem e insucesso. Em criança, quantas quedas deu antes de começar a correr? Por isso, arriscar e não ter medo do fracasso, é uma excelente forma de contrariar velhos hábitos e procurar novas aprendizagens.

2 – Arriscar

“Todos os dias faça algo que te dê medo”. (Roosevelt)

Mesmo calculando os riscos, é preciso arriscar, pois só quem arrisca tem hipóteses de ser bem-sucedido. Arriscar é pensar e fazer as coisas de forma diferente e não ter medo. É preciso saber gerir o medo que sentimos das situações novas e assim conseguirmos atingir novas competências e habilidades. Sem arriscar, o ser humano não aprenderia a caminhar, a nadar ou a andar de bicicleta.

3 – Falar com estranhos

“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele na sua própria linguagem, você atinge o seu coração”. (Mandela)

Quando somos crianças aprendemos a não falar com estranhos, mas a verdade é que a comunicação é essencial ao nosso relacionamento com os outros! É importante sermos nós mesmos, aprendermos a ouvir os outros, dar-lhes atenção e não termos medo de falar com quem ou para quem não conhecemos. Comunicar com os outros é uma excelente forma de nos conhecermos melhor, conhecendo os outros e nos desafiarmos a pensar diferente.

4 – Ser “idiota”

“Para ter sucesso neste mundo não basta ser idiota, também é preciso ter boas maneiras”. (Voltaire)

É fácil supor que as pessoas têm que se adaptar para caminhar no mundo, que devem obedecer para serem queridos e respeitados pelos outros ou então irão enfrentar a exclusão. Porque a maioria das pessoas quer agradar, tentam tornar-se naquilo que pensam ser esperado delas, mesmo que isso signifique obrigar-se a ser o tipo de pessoas que não são. Isto não é ser-se assertivo nem fazer uso da flexibilidade de pensamento ou muito menos ser-se uma pessoa com identidade própria. Na relação com os outros não pode ter medo de si próprio, ou até de ser capaz de se rir de si próprio. É importante divertir-se, até mesmo nas dificuldades; ser positivo e ver o lado positivo das coisas!

97% das pessoas vive no lado negro, no lado das dificuldades, das impossibilidades, das tristezas e é importante dar o salto e procurar algo em vez disso… Procurar um caminho positivo, com potencialidades, com desafios e com um pensar diferente na resolução dos problemas.

5 – Viajar sozinho

“Pior que nunca terminar uma viagem é nunca partir”. (Kink)

Porque não? Juntar uns trocos e – não é preciso ir muito longe – e conhecer locais novos, pessoas e culturas diferentes! Fazer um “log off” da rotina do quotidiano e procurar novas realidades.

Quando alargamos os nossos horizontes e procuramos conhecer outras pessoas, outros costumes, outras realidades, alargamos também a nossa capacidade de compreender os outros, outras visões do mundo para além da nossa e crescemos.

Enfrentamos o medo de estarmos sozinhos e de falar com estranhos!… É uma excelente oportunidade para refletir sobre o que realmente queremos e gostamos e, acima de tudo, é uma oportunidade de alargar a nossa zona de conforto e nos tornarmos melhores. De preferência, vá e volte diferente!